Melhores Momentos

Nova vizinhança - Parte final  (Melhores Momentos) escrito em quarta 30 setembro 2009 20:20

Mas parece que no quarto dia os ventos haviam mudado de direção. Como em todas as tardes sentamos no meio-fio e ficamos lá conversando. Dessa vez não deixei Adrian ir convidar ele. Também não foi preciso. Ele foi espontaneamente. Perguntou se não íamos jogar vôlei. Todo mundo com preguiça por causa do calor, mas mesmo assim lá fomos nós.

Aquele dia devia estar uns 35°c, tava horrível, as gurias com um short e a parte de cima do biquini, o Adrian só de bermuda. Ele todo certinho estava com uma camiseta regata. Aquela santidade toda estava me dando nos nervos já. Nos outros dias eu até estava mais comportada pra não assustar o menino, mas naquele dia não, odeio passar calor, então foda-se se ele não ia gostar de ver a gente de biquini.

Adrian convidou o Jonatan pra jogar verdade ou consequência novamente, eu podia matar. Mas ele aceitou na boa, aliás, foi o primeiro a dizer que queria.

Ficamos lá jogando, aquilo já estava enjoado, afinal que tanta coisa assim a gente teria pra revelar pros outros, eu conhecia meu primo e minha melhor amiga como a palma da mão, a Bruna nem tanto... Enfim, acho que a mais cheia de segredinhos ali com certeza era eu, e esses bem, não contei nenhum!! hehehe

Perguntas vão, respostas vêm e ele pediu consequência para uma pergunta, não lembro de quem, mas minha é que não era.

A proposta???? Beijar a Carolzinha. Dessa vez não valia selinho...

Ahhh eu podia matar, fiquei puta, disso eu lembro. Ele aceitou, perguntou pra mim se havia algum problema ainda.

Não! Problema nenhum

Chegou perto de mim, dessa vez fechei os olhos e “seja o que Deus quiser”, (frase muito apropriada para o contexto né?!). Um beijo que não demorou muito, mas foi suave, sem pressa, gostosinho até. Depois disso ele ficou ali do meu lado, o tal do jogo acabou, ninguém mais tinha saco para aquilo.

Aos poucos o povo foi sumindo, Bruna precisava ir, a minha amiga também, parece que ia viajar. Ficamos eu, ele e Adrian sentados na calçada da vizinha, a grama, as árvores...

Foi um conversa bem descontraída, ele mesmo que sério procurou responder da melhor maneira possível todas as minhas perguntas sobre a igreja e o estilo de vida que ele pretendia levar.

Me revelou a menina que morava na frente da casa dele, onde morava a Bruna, era meio que confidente dele. Ele contava pra ela e parece que ela também revelava coisas pra ele. Perguntei se eles namoravam e ele disse que não, a “menina” como ele havia me dito, tinha mais ou menos os seus 25 anos. Uma mulher feita, mas ele gostava de conversar com ela, sentia confiança. É óbvio gente que eu perguntei se foi com ela que ele perdeu a virgindade e ele disse que não, poderia estar mentindo, mas acho que ele não era um mentiroso. Tinha perdido o cabaço com uma menina de quem ele gostava muito, na antiga cidade onde eles moravam. Me revelou que foi no sofá, que ficou algumas vezes com ela mas a vontade de ser padre era mais forte.

A dúvida era se ele ainda gostava de menina, mas resolvi não perguntar nada, eu já estava sendo invasiva demais. Como sempre né Carolzinha??????

rsrsrs

Por um momento quase esqueço que meu primo está ali, mas estava. Isso não impediu que trocássemos beijinhus, dessa vez mais demorados, ainda que inocentes.

Gostei daquilo, um cara totalmente diferente dos outros.

No quinto dia não haveria jogo de vôlei nem de verdade ou consequência. Acho que estávamos oficialmente “ficando” e no final da história me pareceu que não era apenas eu que estava gostando daquilo, ele também.

Bruna tinha ido embora, minha amiga havia ido viajar. Estávamos eu e meu primo sentados sozinhos no mesmo local de sempre, ou o meio-fio na frente da sua casa ou na calçada do outro lado da rua, gramado, árvores, sombra, ventinho...

Meu tio saiu pra ir trabalhar e brincou se estávamos ali esperando o “Padrezinho”. Olhei pro meu primo quase fuzilando ele, coitado. Mas ele já foi avisando que não havia contado nada, a verdade é que a vizinha que mora na frente viu e contou pra minha tia. Mas eles nem se importaram, somos adolescentes, é normal termos namoradinhos, ainda mais um padre, quem ia se preocupar???? Garanto que minha tia ficou feliz por eu estar de namorico com alguém que botasse juízo nessa cabecinha...

Ahh mas isso é fácil responder... não conseguiu, vocês bem sabem né pessoas????

huahuahua

Parando com a palhaçada... A notícia da rua era Carolzinha e o Padre. Só o que me faltava. Passaram alguns dias e nós continuávamos nos encontrando. Conheci a casa dele, ele foi na da minha avó, mas ninguém via a gente como um casal, todo mundo achava que era mais uma amizade colorida, afinal ele ia ser padre. Todo mundo, menos eu. Talvez ele também, enfim... Sei que ficávamos, nos beijávamos mas nunca passava daquilo, mesmo que a gente insistisse e deixasse rolar, em algum momento nós sempre paravámos.

Jonatan logo se aproximou de mim e de meu primo e perguntou onde estavam as outras meninas, falei que havia saído e ele avisou que também não ia poder ficar, queria ir na igreja, já que fazia alguns dias que não estava indo lá.

Sentou do nosso lado, me deu um beijo novamente. Sim, estávamos ficando mesmo:

  • Vocês querem ir comigo na igreja?

  • Vamos. Eu disse na hora, sem nem pensar direito.

Meu primo que não ficou muito feliz, mas aceitou, afinal ele era parceria. O Adrian foi avisar a mãe onde nós íamos e logo saímos. Jonatan fez uma volta bem grande por umas duas ou três quadras até chegarmos na igreja. Coisa mais meiguinha no meio da rua os dois andando de mãos dadas e meus primo segurando vela... Aff.. só matando!! rsrs

No caminho conversamos muito, rimos, contamos piadas, ele estava bem mais comunicativo que o normal.

Quando chegamos na igreja ele sentou em um dos últimos bancos, sentei do seu lado.

Meu primo não, sentou bem na frente, muito longe para não ficar ali segurando vela a tarde toda.

Silêncio total. Não abriu a boca, ficou olhando a decoração e as figuras pintadas nas paredes, depois que haviam feito a reforma na igreja ela tinha ficado uma das mais bonitas da cidade:

  • Ouve o silêncio. Ele me disse.

  • Você se sente bem assim, não é?

  • É, quando estamos em silêncio conversamos com Deus.

  • Vem aqui todos os dias pra falar com Deus?

  • Sim. Você não consegue? Se concentra, você vai conseguir.

Ficamos ali uns 10, vinte, trinta minutos sentados um do lado do outro sem dizer nada. Eu olhando a igreja, não conseguia conversar com Deus. Ele quase que em transe.

Quebrei o silêncio, por um momento exitei, eu podia estar interrompendo a conversa dele com Deus rsrs

  • Jonatan. Sabe que eu me criei vindo nessa igreja. Minha família vinha, não todo final de semana, mas cada vez que eu vinha eu me sentia diferente aqui dentro. O horário que eu prefiro vir é o do sábado à noite. Mas engraçado é que desde que fui morar naquela cidade, mesmo que eu vá na igreja de lá, que também é muito bonita, não é a mesma coisa, é aqui que me sinto bem.

  • Também gosto daqui. - Ele respondeu, sorrindo, estava gostando de me ver falando aquelas coisas.

  • Jonatan, vc não me falou muito de você, mora com seus pais, com irmãos, como é isso.

  • Moro com minha mae e com meu irmão mais novo. Vc viu ele aquele dia, é um pestinha, ele dá problemas na escola, apronta muito.

Verdade, um dia antes ele havia passado pela gente na rua e feito caretas, falou alguns palavrões e a mae dele veio buscar o guri pelas orelhas até em casa. Rsrsrs

  • E seu pai? - Perguntei.

  • Não gosto dele.

  • Porque? Bom... Me desculpa se estou sendo intrometida, não precisa responder se não quiser. - Falei vendo que a expressão no rosto dele havia mudado.

  • Meu pai é drogado. Foi por isso que a minha mãe se separou dele. A gente veio embora pra ficar longe dele. Ainda por cima ele contraiu AIDS, está doente. Eu já tentei ajudar ele, mas não adianta.

Novo silêncio tomou conta do lugar. Fiquei sem jeito de ouvir aquilo, mas ele não parecia mais incomodado com a situação, mas notou meu constrangimento:

  • Carol, não precisa ficar assim, não tenho problemas pra falar sobre isso, mas não e uma coisa que gosto de conversar com todo mundo.

  • Mas é isso, talvez você não quisesse falar sobre isso comigo, eu que fui invasiva demais.

  • Não. Nada disso, eu gosto de você. Você é legal. Só que...

  • O que?

  • Conversei com aquela minha amiga. Contei pra ela que eu estava ficando com você, que você era legal. E ela me aconselhou a me afastar. Ela acha que eu tenho que escolher entre ser padre ou ter uma vida normal, ter namoradas e tocar a vida como todo mundo. Eu prefiro o sacerdócio, por isso que acho melhor a gente não ficar mais.

  • Entendo. Você está certo, não se pode assoviar e chupar cana ao mesmo tempo!!

Começamos a rir, antes eu tive que fazer a pergunta que estava me incomodando fazia alguns dias:

  • É pecado você, que quer ser padre, se relacionar? Transar, beijar, namorar, essas coisas?

  • Não. Só vai ser quando eu for padre de verdade. Mas não quero sair do meu caminho, por isso nunca levo esse tipo de coisa adiante.

    Ele soltou a minha mão. Levantamos do banco e chamamos meu primo para ir pra casa.

Fomos embora agora pelo caminho mais curto.

O nosso casinho terminava por ali, sempre passava por mim na rua e cumprimentava, mas não passou disso, foi mais um dos “amores de verão” que eu tive. Achei de muito caráter ele me falar abertamente sobre o que pensava, talvez por isso achei que o sentimento que ele havia despertado em mim era recíproco, ele queria fazer as coisas certas, ademais contou pra menina sobre mim. É uma pena que ele seja padre!!!

rsrsrs

Porque lembrei disso agora há mais de 5 anos depois????

Porque dia desses havíamos ido na casa do meu sogro, eu e Renato. E ao chegar, mesmo indo lá quase todos os finais de semana nunca havia notado as bugigangas que o velho guarda. Ele tinha um calendário do ano de 2007 pendurado na parede, com uma foto de seminaristas de um colégio do ramo aqui no Rio Grande do Sul... E quem eu encontro lá entre eles????

Sim, o meu padrezinho!!! Dei um sorriso amarelo diante da imagem, mas lá no fundinho eu fiquei feliz por ele não ter cedido à Carolzinha!

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Nova vizinhança - Parte II  (Melhores Momentos) escrito em quarta 30 setembro 2009 18:07

No dia seguinte o Adrian foi lá e o convidou para se juntar a nós. Primeiro ele relutou, disse que não podia e que não sei o que mais. Então Adrian disse que íamos jogar vôlei, perguntou se ele não queria também, dessa vez ele aceitou. Passamos a tarde jogando vôlei e logo ele teve que ir embora, precisava ir pra igreja.

Nesse primeiro dia não havia acontecido nada demais. Mau conversamos.

No segundo dia??? nada também, terminava a partida de vôlei e ele ia pra casa.

Eu já estava entediada... Mas como conta a bíblia o mundo foi feito em sete dias, eu precisava ter paciência huahahau

O terceiro dia foi beeeeeeeem mais promissor. Quando terminamos a jogada logo sentamos na calçada do outro lado da rua. Ali tinha uma grande bonita, rala e umas árvores pré-histórias que fazia um sombra gostosa naquela tarde calorosa. Ele queria ir, precisava ir pra igreja e blá-blá-blá. Fui mais rápida.

  • Jonatan, fica com a gente aqui, vc tem que ir todo santo dia na igreja?

  • É... Não, mas eu me sinto bem indo lá.

  • Ahhh entao fica aí hoje, amanhã vc vai, não tem descanso nunca cara?

  • Bom.. tudo bem!

Sentou. Olhei pra melhor amiga com os olhos pequenos, pronta pro crime!! rsrsrs

A conversa então foi a igreja, ele começou a falar que queria ser padre, que gostava, confirmando tudo aquilo que Adrian havia falado sobre ele.

Meio espertinha, já tinha me dado bem várias vezes nessa brincadeirinha, propus que fizéssemos o jogo da verdade ou consequência, já que a conversa era de revelações. Todos aceitaram, ele meio perdido não teve como dizer que não.

Meu primo saiu atrás de uma garrafa vazia de cerveja pra girarmos no meio da roda e eu fui atrás de copos plásticos e uma Coca-Cola gelada, tava quente aquela tarde, meu Deus!

O jogo tinha começado calmo, a moral era não fazer pergunta pornográfica na frente do cara, mas uma apimentada aqui e ali não fazia mau nenhum. Entre perguntas e respostas foi a minha vez de girar a garrafa. O bico foi na direção dele, coitado!!!

  • Jonatan. Verdade ou consequência?

  • Verdade.

  • Você é virgem?

  • Não!

HUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU Silêncio mortal entre todos, podíamos escutar os grilinhos fazendo “cri-cri”.

Ele pegou a garrafa e girou, nem lembro quem respondeu a pergunta dele, sei que depois foi a vez de Adrian perguntar pra ele:

  • Você já ficou com muitas meninas?

  • Não, algumas.

Aquilo tava virando interrogatório. Coitado do cara meeeeeeeesmo.

Minha melhor amiga girou a garrafa e ela caiu nele novamente:

  • Jonatan. Verdade ou consequência?

  • Verdade.

  • Você é afim de alguém? É apaixonado, ama, enfim?

  • Haha, eu não vou responder isso.

  • Ahhh Jonatan, tem que responder, vc escolheu verdade. - Eu disse, a pergunta era interessante.

  • Ahh não, não posso trocar pra “consequência”?

  • Pode. Respondeu minha melhor amiga, já toda marota com a consequência que ia escolher pra ele.

  • Então manda aí. Disse ele, já mais solto com a gente.

  • Você tem que dar um beijo na Carol. Mas é um beijo mesmo, selinho não vale.

  • Ei, nem conheço a menina, eu não vou fazer isso, escolhe outra coisa.

Não disse nada. Minha amiga insistiu, meu primo também, aí eu me meti na discussão:

  • Ta, tá... Se ele não quer escolhe outra coisa, pronto. Nada a ver isso!

  • Eu dou um selinho, beijo de língua não. É muito íntimo.

Minha amiga meio contrariada concordou, afinal um selinho era melhor que nada. Chegou perto de mim e deu um selinho ingênuo. Não fechou os olhos! Nem eu, queria ver como ele ia me dar o tal selinho. Os olhos se aproximaram. Eu vi de muito perto os olhos verdes e ele deve ter notado meus olhos cor castanhos claros.

O jogo rolou sem mais estresses. Ninguém beijou ninguém e o terceiro dia terminava ali. O selinho pra mim não surtiu efeito nenhum, não era isso que eu queria, então se ele não tomasse iniciativa nenhuma eu não ia mais forçar a barra de nada. O cara fez muita polêmica pra me dar um beijo, se nem virgem ele era, qual o problema em ficar comigo??

“Talvez nem todo mundo ache vc bonita, Carolzinha”, pensei. {#}

Ou será que isso era pecado? {#}

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Nova vizinhança - Primeira Parte  (Melhores Momentos) escrito em quarta 30 setembro 2009 15:48

Oieee queridas e queridos!

Como diria uma certa pessoinha, hoje eu estou de “ressaca emocional”. Então como fazia uns dias que eu queria contar essa história, mesmo estando sem clima, fiz um esforço e ficou mais ou menos assim, a história eu já havia contado no antigo blog. Mas vale a pena relembrar.

Pelo menos eu acho!!!

k k k k k k ¬¬

Eu devia ter uns 14 ou 15 anos, já era bem saidinha pra minha idade. Morando aqui no lugar no meio do nada eu ia pra casa da minha avó em Porto somente nos finais de anos, férias da escola.

E era uma daquelas férias de verão ótimas, calor, dias radiantes, shopping com as amigas, já não ficávamos mais brincando no meio da rua, agora apenas nos reuníamos no meio-fio da calçada e ficávamos ali jogando conversa fora, sentados olhando o pessoal passar.

A Bruna não morava mais ali, mas também estava de férias. A melhor amiga ainda morava, pelo que eu lembro, e meu primo, sempre junto com a gente, mora lá até hoje.

Às vezes alguma outra guria se juntava ao grupo, por vezes até aquela prima com quem eu transava uma vez, mais velha, mas gostava de ficar de perna pro ar com a gente.

Eu até tinha uns rolinhos aqui e ali, mas na nossa rua não havia ninguém interessante. Na época eu era fascinada pelo Jorge, já havia até ficado com ele, mas como ele foi sacana comigo e com minha amiga ele entrou pra lista negra da Carolzinha. (falando nisso, podia contar sobre isso também uma hora dessas) Mulher é assim mesmo, você pode ter uma queda pela pessoa, mas não demonstra, pelo menos eu sou assim.

Entaun estávamos os quatro lá sentados, conosco estava uma bola de vôlei. Eu AMOOOO vôlei, também gosto de futebol, “apaixonada como todo brasileiro”, mas vôlei me chama mais a atenção. Sou daquelas que acordo a hora que for pra olhar as seleções do Bernardinho jogar. Puxei pelo papis que também acorda de madruga pra olhar esporte, porém ele ao invés de olhar vôlei, é fã de Fórmula 1. Eu até olho, mas só quando estou muuuuuuuuuuuito “Zen”, geralmente acho aquelas corridas um tédio.

Mas parando de divagar e voltando ao assunto...

Nós, a bola de vôlei e “ele” passando. Me chamou a atenção logo quando saiu da casa dele. Vizinho novo. Morava na segunda casa após a do meu primo. A casa era de aluguel, o pessoal ficava pouco tempo e logo entrava outro morador, porém, desde a época em que eu ainda morava em Porto, ele, sem sombra de dúvidas, era o vizinho mais interessante que havia passado por ali.

Vinha ele, loiro, olhos claros, entre 16 ou 17 anos, não muito alto, mas Carolzinha também não é nenhuma “cavala”, entaun para mim estava ótimo. Como vocês sabem eu tenho queda por homem de olho claro. Mas nele nem foi o olhar que chamou atenção no primeiro momento. O carinha “radiava luz”. Tinha uma presença marcante e um andar decidido. Mas a beleza física, claro, ajudou a concentrar a atenção no guri.

Fiquei olhando ele passar por nós. Olhou para o meu primo e disse: “Oi, Adrian, tudo bem?”. Meu primo somente acenou com a cabeça. A Carolzinha oferecida já foi dando “Olá” pra ele sem nem ao menos ele ter cumprimentado ela. Aff ¬¬

O assunto geral da rodinha ali virou o “vizinho novo”. As meninas que já conheciam não estavam interessadas, eu que vinha de longe é que não o conhecia, por tanto, pra ser mais justa, ele não virou assunto da rodinha, mas assunto da Carolzinha, porque enchi meu primo de perguntas acerca do cara:

  • Adrian. Quem é o corpo?

  • Ahhh Jonatan? Eu conheço ele da igreja. - Na época meu primo era coroinha da igreja. Mas logo depois ele largou disso e virou arroz de festa nas noites de Porto Alegre e região metropolitana. Huahuahua

  • Coroinha???

  • É. É coroinha comigo lá.

  • Humm... Menino de família... É o genro que toda sogra quer!!!

  • Ahhh Carol, eu se fosse vc desistia. Disse minha melhor amiga, tentando me avisar de algo errado, foi o que senti em sua voz. Afinal já nos conhecíamos só de olhar uma pra outra.

  • Ta querendo dizer o que? Que ele é gay? Perguntei, entre risadinhas irônicas.

  • Não. - Disse meu primo. - Vai ser padre.

  • O que??????

  • É. Ele está estudando pra ser padre, qualquer hora dessas ele entra pro seminário, falta pouco. É um chato, só fala em Deus, só quer “pregar a palavra”. É o queridinho do padre aqui da paróquia. Ajuda o padre em toooooodas as missas. Sabe onde ele estava indo agora??? Na igreja, vai estudar, todo dia é assim.

Carolzinha ficou sem expressão. Nesse momento todos da rodinha riram de mim, até eu tive que rir junto, padre???? Eu merecia mesmo.

  • Ta, mas ele nunca namorou na vida?

  • Ahhh isso eu não sei.

  • Então é isso. Vou pegar esse menino, vou ensinar o que é bom e daí sim se ele quiser ser padre é porque é vocação mesmo. Não dá pra dizer que não gosta da fruta se nunca provou.

Concordaram comigo. A missão agora era aproximar ele da gente. Ia se tornar amiguinho da gente e não seria difícil, conhecia meu primo.

Bastava saber se isso ia dar certo ou Carolzinha ia bater de cara no muro mais uma vez.

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O Início - Parte Final  (Melhores Momentos) escrito em sexta 11 setembro 2009 15:40

Minha próxima “vítima” foi a Bruna.

Ela veio dia desses na minha casa, fiquei só analisando o mulherão que se tornou... Outra que garanto que nem lembra mais, eu mesma já estava esquecendo disso...

Lá em POA as coisas eram assim: meu primo vivia enrabichado com ela, eu com minha “melhor amiga”. Muito raramente brincávamos os quatro, jogar bola, correr por aí, apertar a campainha dos vizinhos e sair correndo... Aquela coisa de molecada.

Eu e Bruna brincamos sozinhas então era mais raro ainda, acho que aconteceu pouquíssimas vezes. Tanto que numa dessas vezes rolou.

A avó dela havia saído de casa. O avô estava no boteco. E nós duas brincando por lá. Adorava ir na casa dela pra ver as coisas que a avó dela trazia do Paraguai. É, a velha ia nessas excursões trazer muamba de lá.

Fui na casa dela ver, sem intenção nenhuma, juro! Mas sério, fui lá e nem imaginava o que ia acontecer.

As duas sozinhas no quarto... Olhando as muambas, algumas coisas que ela tinha ganhado da avó, brinquedos, materiais escolares, uma infinidade de coisas.

Não lembro direito, mas com uma quase certeza, foi ela que tomou a iniciativa. Talvez ela fizesse isso com a vizinha dela, uma menina muito bonitinha que morava lá, mas vivia arrumando encrenca com a gente, razão pela qual não era da “nossa turma”, apenas Bruna se dava bem com ela... E pelo visto, se “dava” bem demais!!!

Huahuahuahua

Com a Bruna a coisa toda fluiu também. Bruna é apenas um ano mais velha que eu. Mas sempre teve o corpo mais desenvolvido que o meu. Hoje, posso dizer que estou em beeeeeem melhor forma que ela, sem querer me achar, nem desmerecer a menina, que é gostosa ainda assim... Mas a real é que na época ela já tinha um corpo mais com formas que o meu. No qual eu me esbaldei. A menina também de santa não tinha nada. Chupada pra cá, chupada pra lá, esfrega assim, tudo muito gostoso e gozamos a tarde toda. Eu gostei mesmo foi de sentir o contorno do seu corpo. Os seios em desenvolvimento, minhas mãos quase que se encaixando na cintura fina, enquanto minha cara entre suas pernas lhe davam o prazer, que com certeza, não era maior que o meu.

Saímos do quarto com as perninhas trocadas. A avó chegou em casa como sempre berrando e nos olhamos como dizendo uma pra outra em pensamento:

- Bem na hora!!!

Outra que nunca mais... Uma pena. Hoje por exemplo, seria “algo” comer ela. Mas se bem que não sei não, mas ela tem um jeito “assim” entendem??? Talvez seja das minhas! Preciso observar a menina mais atentamente.

A última das minhas “conquistas” foi outra prima. Mas quanta “prima”, vocês devem estar pensando não é mesmo??? Pois é... Tenho primo que até não conheço, primo que não vejo há mais de dez anos, enfim, família grande!!

Huahuahua

Essa prima era menor que eu mas era safadinha. Aconteceu certa vez em que brincávamos de esconder. Ficamos num cantinho juntas e eu aproveitei que ela não podia “gritar” nem sair correndo e comecei a estimular o grelinho dela por baixo da saia.

Sabem o que a menina fez?

Sentou no meu colo e ficou se esfregando! Sem que eu dissesse nada pra ela, simplesmente veio me beijando pescoço, beijando a boca e me fazendo gozar ali naquele cantinho apertado e escuro.

Não é à toa que hoje e virada na vagabundinha que é...

Hahaha Olha quem está falando?!

Não sou nenhuma santa vocês sabem... Mas nunca fiz loucura como as que ela já fez... E nem me prostituo... É, é isso que ela e a irmã fazem da vida...

Mas abafem essa, pessoas!

E pra encerrar esse assunto, tem a prima aquela primeira que contei pra vocês, lembram ainda?! K k k k Essa SIM eu transei até dizer chega. Teve épocas que era TODO O SANTO DIA. Todo dia. Incrível.

Algumas noites, geralmente nos finais de semana eu dormia com minha prima na casa dos fundos. A casa dela era a “bem de trás”. Minha tia saia pras festas, estava separada agora, e eu dormia com a prima pra não ficar sozinha. Transávamos até altas horas da madruga.

Pegávamos também, filmes do meu primo. Em um deles havia algumas mulheres fazendo a felicidade de um cara com um pau, enorme, por sinal. O cenário era dentro dessas barracas do exército, todos uniformizados e com os rostos “pintados de verde”.

Ali procuramos fazer tudo que o filme “nos ensinava”. E então como já havia experimentado chupar xoxota com a amiga “Sam”, nossas brincadeirinhas passaram a ficar mais sérias. Agora era uma chupação de xoxota, seios, 69, siririca, era de quatro, se deixasse até penduradas no teto, uma loucura.

Nessa época ela com 15 ou 16 anos já havia perdido o cabacinho, então a coisa toda ficava mais interessante, porque eu podia a penetrar com os dedos, com qualquer coisa que tivesse o formato e um pau, pelo menos.

Teve até uma vez em que durante uma tarde transamos feito duas cadelas no cio, rolou e quando fui a beijar na boca ela recusou, disse que o namorado ia chegar e podia perceber alguma coisa. Medo bobo.

Quantas vezes nós duas transávamos e depois ele chegava e comia ela de novo.

Isso, claro, me dava muito tesão, ia pra casa e batia uma pensando que naquele mesmo momento estava ele lá comendo ela.

Minha prima vivia dizendo: “Quando fomos adultas não vamos parar com isso não, é muito bom.”

Mas a verdade é que desde que ela casou, virou mãe, eu comecei a namorar meninos, nunca mais transamos. Hoje não tenho nem tesão nem interesse nisso.

Somos além de primas amigas demais pra isso. Mas sei que se eu desse entrada ou mesmo se ela desse, rolaria. Afinal, não mudamos tanto assim.

Eu então, mudei em nada daquela época pra cá.

Sabe que tudo que contei pra vocês não foi tão ruim assim? Me pareceu difícil, um desafio dizer a verdade.

Parando pra ler e revisar os textos, concluo que ficaram bons. Talvez nada tenha passado de uma fase normal na vida de uma pré-adolescente, eu estava apenas descobrindo minha sexualidade...

Apesar da conversa mole que eu jogava pra cima das meninas!!!

Huahauauhhuahua

Agora vejam a Carolzinha hoje... Podia eu não ter mudado nisso né?!

Sim, a dificuldade e a certa timidez, medo de ouvir “não, sua lésbica tarada” me faz ficar na minha sempre, uma vergonha pra quem já foi bem mais sem-vergonha que agora!!!

Rsrsrs

 

Beijos pessoas!!!

Os comentários me esperam... Não sejam muito severos, ando sensível ultimamente.

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O Início - Parte III  (Melhores Momentos) escrito em sexta 11 setembro 2009 11:14

Oie amigos!!!

Entaun... Bebi todas ontem à noite. Abafa essa!!! É, eu não resisto a uma noite fria e um bom vinho! Bebi duas garrafas, DUAAAAS, não sei como nao entrei em coma alcoólico!!! rsrsrs Claro né?! Não bebi sozinha, mas pra quem bebe uma taça e já troca as perninhas... De ressaca em plena sexta-feira é a "treva".

Ain... agora estou com a boca amarga e a cabeça pesada!!! Por conta disso ninguém aqui quer me beijar!!! {#}

Ahhh você quer??? Vc é minha QUERIDA mesmo!!!

Falando em querida, onde andam as queridinhas desse blog??????

Uma eu sei que não sai mais do Catete, estou sabendo {#} Só quer saber de arrastar o sari dela pelo mercado de lá!

A outra deve ter pego gosto pelo 'pão de queijo' e não deu mais notícias... Deve ter aprendido a "comer quietinha", se é que isso é possível rsrsrs  {#} Aparece Margarida!!!!

Uma só pensa no bronze que está preparando pro verão que, pelo menos aqui, vai demorar mais uns dois meses pra chegar com tudo... Daí quem sabe vc vem pra cá???? 2:30 nem é tanto tempo assim pra pegar uma prainha hein, hein, hein?! {#}

Por fim, uma delas vai ter um "banquete" hoje no almoço, nem vou comer direito pensando nisso!!!  Aliás, não vou comer porque nem fome eu tenho!!!!  {#}

huahauhua

Ain... Até de dar risada me dói a cabeça!!!!

Dá licença que eu estou precisando de um "Chai"!

Eu não presto, nunca prestei.

Priscila ficou sem jeito, foi logo dando a letra:

- Não. Você sabe?

- Sei. E você sabe também.

Ficou nervosa a menina.

- É, a Mara me contou o que vocês duas fazem sozinhas. – Disse, já deixando a menina roxa.

- Como te contou? Carol, não vai contar pra ninguém, hein.

- Ahhh não vou contar não. Mas eu também quero.

Hahahaha

Olha só... Eu, uma pirralha com 10 ou 11 anos de idade chantagiando os outros!!!

Só matando mesmo.

A menina meio lenta das orelhas não se tocou. Tive que dizer com todas as letras:

- Quero fazer com você o que a Mara faz.

- Você não sabe?

- Não. Ela não disse o que era. Me ensina?

Então lá foi ela me ensinar. Me decepcionei um pouco. Primeiro porque ela não chupava a xoxota, e principalmente porque não deixava ser chupada.

Mas o resto era perfeito, como um bom sexo entre mulheres.

Acho que a única decepção daquela faze era o medo da penetração, mas foi melhor assim, melhor perder a virgindade com um mané como meu ex-namorado, do que com os dedos de alguma menininha por aí... huahuahahua

Com a Priscila, (nome não intencional, já deixo claro, antes que alguém venha dizer que eu “gamei” na menina), não rolou muito não. Pelo menos não que eu me lembre, também não tenho memória de elefante né pessoas?

Bem... Já contei de quatro... Faltam duas.

Putz... Lembrei que tem mais duas... Que merda, esse assunto vai render mais do que eu esperava!!!

Ta... Vamos ver...

A Babi, sim, outra prima minha. Transei com ela uma vez quando fui viajar pra cidade natal da minha mãe. Ensinei a menina, como sempre eu levando as guriazinhas pro “mau caminho”... Se elas soubessem... rsrsrs

Enfim. Com essa poderia ter rolado de tudo. Eu fiquei uns vinte dias na casa dela e transamos UMA única vez. Imagina, ela tinha um quarto só pra ela, nós duas dormíamos sozinhas, dava tudo certo. Mas eu fiquei assustada, eu achei que ela poderia contar pra mãe dela.

Mas com ela até que a coisa foi boa. Nós duas sozinhas, debaixo do cobertor, altas brincadeirinhas... E olha que por ela eu até senti vontade de dar umas mordidas aqui e ali. Até hoje eu converso direto com essa prima, troco e-mails, recentemente passamos juntas um momento difícil com a morte de um parente... Mas, parece-me, que esqueceu desse episódio, nem todo mundo é uma pervertida como eu.

Poooooooooorém nem tudo são “rosas”. Eu comi minha melhor amiga também. E eu tenho remorso por isso ate hoje. Não, Lorena, não é aquela amiga que tem nojo de boquete, da qual te falei. É a “melhor amiga messssssssssmo”. E essa se bem conheço deve gostar de levar uma pica na boca!!! Ela é aquela amiga pra quem você contou tudo desde o início e que você realmente pode chamar de “amiga” sem sombra de dúvidas! Vocês devem ter uma amiga assim, de infância. A Lívia, por exemplo, teve uma assim, mas essa é “cheia” e nem olha mais pra cara dela. Mas como a Lívia é “arretada” que só, nem faz questão... Gente nojenta não tem vez com ela, isso aí Lívia! Sou dessa opinião também.

Huahuahuahuahua

Parando de divagar e voltando ao que interessa.

Com essa amiga eu era tão “sem segredos” que ela sabia que eu comia essas meninas por aí. Sim, contei tudo pra ela, e como ela era e é ainda, “cabeça aberta” e mais adiantada do que a maioria das amigas que deve ter hoje, não tinha preconceitos contra mim. Foi em uma tarde. Nós duas na “casinha de bonecas” dela. A casinha uma vez era de bom tamanho pra nós duas lá dentro. Mas agora parecia pequena pras duas. Como éramos amigas e não tínhamos segredos ela foi espontânea e disse assim na lata, me deixando até um pouco assustada:

- Carol. Eu quero “fazer” com você também, quero saber como é.

Ela queria fazer, fizemos.

Mas antes que ela atingisse o orgasmo, eu gozei. A culpa me dominou e eu resolvi parar. Sorte nossa, em menos de dois minutos depois chegou a mãe dela nos convidando para um lanchinho.

Nunca mais nós duas tocamos no assunto. Apesar de, em segredo que agora revelo, todas as vezes que eu dormia na casa dela, sentia um tesão descontrolado, só com a possibilidade de “transar” com ela novamente.

Pra vocês verem, Carolzinha também gosta de imaginar coisas. Por exemplo, cada vez que eu lia um artigo no blog da The Siri e da Menina eu ficava imaginando nós duas na casa dela. Sempre foi assim, sempre imaginei essa relação das duas como eu tinha com minha amiga, que nem vou falar o nome aqui, vai saber se ela não lê o blog... Vai saber que eu sou eu!!! Huahuahuah

E aí, não era você que não tem segredos com ela??? É...

Acontece que depois eu vim embora pro lugar no meio do nada, nos vimos muitas poucas vezes depois disso, dá até pra contar nos dedos, por conta disso, nunca mais sentamos pra conversar e fazer as “revelações” de antes... Acho que ela nem imagina que eu ainda tenha essa preferência.

É a vida, seguimos caminhos diferentes.

Ahhh só pra constar... Escrevi esses posts no feriado, estou apenas publicando agora... Ainda bem que pra publicar é só mexer o mouse... Mas até isso me cansa!!!!

Ô vida!!! Enquanto o "Hugo" nao vier está tudo bem! {#}

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